Mestre Reyson Gracie

Faixa Vermelha de Jiu-Jitsu
Fundador do Jiu-Jitsu no Amazonas, segundo polo mundial desse esporte.
Cidadão de honra da cidade de Le Mans – França

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RETROCEDENDO AOS ANOS 50

Retrocedendo aos anos 50 poderemos rever, em breve comentário, algumas passagens que marcaram a carreira do Carlson.

Em verdade, sua presença foi notada ao derrotar o forte capoeirista e brigador de rua Cirandinha, numa quadra de cimento de basquete do Vasco. Depois disso, então, encarou uma pedreira braba no gramado do Maracanã. Era o Passarito (95kg), campeão brasileiro de Greco-Romana. Foi só um round, com uma hora de duração. Logo no início, o Carlson levou uma queda de mau jeito e teve fratura na clavícula. O combate prosseguiu no chão, sem que Passarito desse conta do que havia acontecido. O Carlson, com muita raça e excelente orientação técnica, conseguiu conduzir a luta com a frieza necessária.
Mesmo tentando se mostrar dono da iniciativa, não foi possível ir além do empate.

Saindo um pouco do infindável mundo da luta, o Carlson era também ligado ao som da música latino-americana. Fez até um álbum com as letras tiradas dos boleros interpretados por Gregório Barrios e Lucho Gatica, os "feras" da época. Tinha uma enorme discoteca de causar inveja, mas o que mais me impressionou até agora, foi quando ele um dia me chamou para ouvir um disco novo que havia comprado. Tratava-se de um fenômeno inigualável até hoje, uma cantora peruana, descendente dos incas, que cantava em todos os tons. Sua voz alcançava da primeira a última nota do piano. Seu nome era YMA SUMAC.

Valeu Carlson!