Professor Paulo Caruso

Mestrando em Ciência da Motricidade Humana - UCB
Pós Graduado em Treinando Desportivo de Alto Nível - UGF
Preparador Fisico e Treinador de Vale-Tudo

caruso@revistadojo.com.br


Estudo dos efeitos do treino com a vibração mecânica


O conceito do fortalecimento muscular e ósseo através do estímulo muscular por vibração, foi desenvolvido em 1974 pelos cientistas russos (Nasarov e Issurin), para a reabilitação dos cosmonautas e por muitos anos foi um dos segredos do bom desempenho de seus atletas Olímpicos.
Nos últimos 30 anos, várias pesquisas e estudos na Itália, Israel, EUA, Reino Unido, Bélgica, Alemanha, Holanda, Finlândia e Brasil já foram feitos sobre os efeitos do treino com a vibração. Após o seu lançamento na Holanda em 1999, o Power Plate mudou o conceito de treino com a vibração. Depois de anos de desenvolvimento e aprimoramento, o Power Plate é hoje, o equipamento mais avançando tecnologicamente, eficaz, preciso e versátil para os estudos dos efeitos do treino com a vibração mecânica. Atualmente as seguintes universidades estão conduzindo estudos nas áreas de:

Força :

. University Leuven, Bélgica
. Chapman University, EUA
. University of Texas, EUA
. University of Bayreuth, Alemanha
. Sporthochschule Köln, Alemanha Reabilitação
. Tecnon Hospital Barcelona, Espanha
. Catherina hospital Eindhoven, Holanda
. Gooi Noord hospital Huizen, Holanda

Cosmética / celulite:

. Fachklinik Bad Mergentheim, Alemanha

Estudos Práticos:

. Olympic Training Centre, San Diego, EUA

Osteoporose:

. University Leuven, Bélgica

Relaxamento Muscular:

. UCLA University, EUA

Estudos de efeitos hormonais demonstram que um treino com o Power Plate faz com que o corpo libere em até 460% do hormônio de crescimento (HGH), 7% de testosterona auxiliando o aumento de massa muscular, e uma absorção em até 32% de cortisol (hormônio associado ao stress).

A Universidade de Leuven, na Bélgica, realizou um extenso estudo comparativo dos efeitos do Power Plate de aumento da força muscular em comparação ao treinamento convencional de resistência muscular. Os resultados revelaram que um grupo de mulheres sedentárias obteve um ganho de aumento na força nas pernas em dinâmica 16,6%, isométrica em 9% e explosiva em 7,6% (ganho na altura do salto vertical), em apenas 12 semanas de treino.

Estes números superaram os resultados obtidos em grupos que realizaram, no mesmo período, um programa de treinamento convencional de resistência muscular e o grupo placebo, que não demonstraram o mesmo aumento significativo na força muscular. A pesquisa foi publicada no American Scientific Journal “Medicine and Science in Sports” (junho de 2003).

Alguns outros grupos de estudos publicados sobre a vibração mecânica (WBV - Whole Body Vibration) comprovaram os seguintes benefícios:

. Grupo fisicamente ativo, 10 dias de treinos de vibração (WBV): 6,1% aumento de força, 12% de aumento no salto vertical. Bosco et al. 1998 (Biol of Sport).

. Grupo de terceira idade, 2 meses de treinos de vibração (WBV): 18% de aumento na facilidade de levantar da cadeira. Runge et al. 2000 (J Musculoskel Neuron Interact).

. Grupo sedentário, 4 meses de treinamento de vibração (WBV): 8,5% aumento no salto vertical, 2,5% aumento de força isométrica da extensão do joelho. Torvinen et al. 2002 (Med Sci Sports and Exc).

. Jogadores de voleibol, aumento em velocidade e força explosiva da extensão dos joelhos. Bosco et al. 1999 (Clin Physiol).

. Praticantes de esportes coletivos, 7% de aumento força na extensão dos joelhos e 3,8% aumento na altura do salto. Bosco et al. 2000 (Eur J Appl Physiol).

. 3,2% aumento de força na extensão dos joelhos e 2,5% aumento na altura do salto. Torvinen et al. 2002 (Clin Physiol & Func Im).